quarta-feira, 5 de agosto de 2009
carros para cegos ou cegos para carros!
caros para cegos ou cegos para carros, a novidade que anda agora aí na berra é esta que vos vou anunciar: automóveis para cegos, sim carros para invidentes, a sério, juro não é brincadeira, porque estão a rir aí do outro lado... eu no meu ar petulante até digo que não me admiro, e sabem porquê? é que há muito que as estradas já estavam entopidas de cegos para automóveis, passo a explicar: se não perceberem a erudita explanação que vos vou enunciar, peçam que vos lhe enviarei de bom grado o dicionário babylon, até porque não sou o detentor dos direitos de autor, não, não eu não sou do partido pirata da suécia, mas comungo dos mesmos ideiais desde que os direitos de autor uzurpados não tenham brotado desta cabeçinha pensadora... mas recuando, e desta vez retrocedendo mesmo para trás... anda por ái com cada cego ao volante de cada carro!
sportinguista protesta, eu acuso
ontem tive a certeza que as santas da casa não fazem milagres, até protesto contra mim próprio, e assim à maneira de zola eu acuso as santinhas dos baíses baixos de não fazer milagres aos seus conterrâneos, já é demais a orfandade a que devotam os seus filhos holandeses, há quatro anos foi a mesma película em alkmar, agora foi numa cidade perto da alemanha nem me lembro o nome desta desconhecida localidade! ou nem saberei, mas não assumo essa ignorância seria demais para o meu ego cabotino... será que este desamparo a que foram votados os holandeses terá sido por optarem pelo luteranismo e calvinismo! e assim em forma de sanção divina e reprimenda da praça de são pedro as santinhas viram-se para os fiéis católicos portugueses... mbem se for assim ainda me converto...
as leituras de um ceguinho... e alentejano
Bom-dia, das várias ferramentas que dispomos para ler prefiro o telemóvel, tenho nele instalado o quick office e o y edit que dão muito jeito na leitura dos formatos .doc e .txt; sinto-me mais confortável ao ouvir através do telemóvel; quanto às minhas leituras enumero aqui as desta última semana; a sultana que relata a vida das mulheres na Arábia Saudita, os dados estão lançados de jean-paul sartre, a náusea do mesmo autor e a peste de albert camus, também leio muitos artigos que recolho através de pesquisas que faço na net e depois meto no tele, principalmente de cariz histórico, filosófico e da área das emoções: neurologia psiquiatria e psicologia etc. e assim vão as minhas leituras! quanto à forma de adquirir os livros, existem várias listas de partilha de livros como as listas : leia e livraria virtual, as duas dos grupos do google, e se accionar-mos o motor de busca e digitarmos o nome da obra juntamente com a palavra download aparecem links para fazer o respectivo download, algumas obras já nem têm os direitos de autor.
domingo, 2 de agosto de 2009
e que tal questionar nietzsche?
salve, salve nietzsche, posterguemos as narrativas mítico-religiosas, não será altura de preterir o relegioso e assumir e viver o racional, a palpável vida terrena e deixarmo-nos de vidas metafísicas e prémios e recompensas para além da morte? porquê tentar uma explicação, compreende-se a insatisfação, a não resignação à anti-naturalidade da deficiência, da diferença, mas jamais a relegião, crendices ou outra coisa qualquer do foro abstracto ou metafísico nos explicará porquê o problema visual ou qualquer outro problema, quanto a sacerdotes os tais que fazem de intermediários entre o todo poderoso demiurgo e o simples criado, são apenas peões para alimentar o negócio do banco ambrosiano, vendedores do produto religioso da multinacional igreja católica, mas este juízzo e transverssal a todas as religiões ou seja máquinas de estupedificação colectiva, quanto aos médicos, fazem da medicina outra religião chamada de cientismo, por isso resta-nos ser nós a fazer o caminho, trajecto este despido de sacramentos e sacralizações, beatos, santinhos, deidades, viva à razão.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Era da retórica e da imagem, mais vale dizer do que fazer!
Estamos em ano de várias eleições e não é de estranhar por isso a proliferação de cerimónias a propagandear grandes melhorias nas vidas das pessoas, e aqui a deficiência é campo fértil para cativar as emoções, sensibiliza dizer que se ajuda os mais desfavorecidos, que se investe como nunca no social, mas eu por mim como um racionalista estou saturado destas sucessivas feiras de vaidades de ministros, subsecretários de estados, partidos da oposição a recalcitrarem também nas promessas do provir, certo que vivemos numa época em que mais importante do que fazer é dizer que se faz, mais importante ainda é aparecer a dizer que se implementa isto e aquilo, é assim a sofismável era da imagem, mas não seria preferível fazer jus ao conceito antanho de pólis, enobrecer a política, consubstanciar a palavra no serviço à comunidade e não nos servirmos a nós próprios! E para rematar em beleza, que tal a maioria de que vieira da silva faz parte aprovar o anteprojecto que permitiria aos deficientes acumularem as míseras pensões com os potativos exíguos salários ou farão como fizeram com o testamento vital, que é como quem diz, jogaram-no às malvas...
sexta-feira, 17 de julho de 2009
eles falam falam, mas não fazem nada
com todo o respeito e apreço pelo esforço, dedicação, arrojo e inventiva dos inventores, mas quanto aos representantes governamentais nestas cerimónias, a minha profunda lamentação, até parece que estudaram a obra de lenie riffenstall o triunfo da vontade, é só propaganda, e em termos práticos, quase nada, a não ser que estejamos todos enganados , e os portadores de deficiência que necessitam de ajuda e solidariedade estejam nas beneméritas instituições: bpn, bcp ou no bpp...
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Reflexões existencialistas de um cego ateu
somos predadores, descendentes do primata da áfrica Austral, evoluimos, civilizamo-nos na Mesopotâmia, mas o caminho ainda é muito longo até aceitação da diferença, e quando essa diferença reflecte no outro um estigma de inferioridade, de duas uma: ou causa a peninha misericordiosa ou repulsa; mas a perda de alguma coisa, neste caso a perda de um sentido, que o senso comum postula como o sentido mais importante, confirmado pela ciência que lhe atribui cerca de 78 por cento de capacidade para percepcionar o mundo externo dos sentidos ainda pior, mas resta-nos estudar Platão e forjarmos o nosso carácter e personalidade no mundo das verdadeiras ideias o mundo inteligível e deixar o mundo dos equívocos, o mundo das cópias. Ainda falta muito ou nunca lá chegaremos neste mundo terreno, plasmado na imperfeição, para quem acredita no oásis da vida para além da morte será mais fácil aceitar reveses aqui sentidos, mas nem assim com a esta ferramenta inultrapassável que o homem crioupara o confortar das dificuldades inultrapassáveis que vou acreditar em narrativas mítico-religiosas, resta-nos então fazer um caminho individual, um existir moldado na nossa auto-determinação, no nosso livre arbitrio e esperar que o acaso , o fortuito nos seja favorável, eu por mim faço e farei face a este destino com um existencialismo de moral de desligar do trascendente e interagirei com a minha ética ateia, uma ética que não necissita de me projectar no outro para proceder com altruísmo, uma acção independentemente dos comportamentos alheios, apenas uma moral trabalhada no meu interior, uma tentativa de sublimação do eu, sem esperar recompensas divinas.
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